Você já comprou um modem ou roteador certamente já deve ter notado nas especificações do equipamento, as especificações como 802.11n, 802.11g ou 802.11b não são auto-explicativos e é natural que surjam dúvidas sobre quais as diferenças existentes entre eles.
Entender qual é o significado de cada um deles é fundamental, se você deseja navegar sempre nas mais altas velocidades possíveis. E, para isso, não basta apenas contratar um plano de dados com um alto custo.
É preciso,que os seus equipamentos possam suportar a quantidade de dados solicitada. Para entender melhor, é interessante compreender alguns conceitos de frequência e padrões de qualidade. É a partir deles que os protocolos de Wi-Fi são liberados, e são eles que determinam quais são as velocidades máximas de comunicação entre o computador e o roteador.
Todos os aparelhos Wi-Fi operam a partir de ondas de rádio. Assim, como muitos outros produtos, eles utilizam o mesmo espaço para poder se comunicar. Para que não haja nenhum tipo de interferência entre produtos distintos, são determinadas faixas específicas de operação, às quais os aparelhos, obrigatoriamente, devem se adaptar. GPS, celulares, portas de garagem e emissoras de TV e rádio são alguns exemplos de aparelhos que, embora utilizem o mesmo tipo de onda, operam sob frequências distintas para que não haja conflito.
A faixa de frequência de um aparelho é determinada em convenção internacional pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers). A entidade é responsável por redigir as normas técnicas e disponibilizá-las à indústria, de forma que o padrão seja seguido na fabricação dos aparelhos. Alguns exemplos:
- Transmissão de rádio AM: entre 530 e 1610 kHz;
- Emissoras de TV: entre 54 e 88 MHz;
- Transmissão de rádio FM: entre 88 e 108 MHz;
- Wi-Fi: entre 2,4 GHz e 5 GHz.
Taxas de transferência de dados
Para que possam operar dentro da faixa destinada, os aparelhos de propagação e recepção de sinal Wi-Fi seguem normas e protocolos específicos. No que se refere à transmissão de dados, os padrões escolhidos são identificados pela codificação numérica chamada Classificação Decimal de Dewey, sistema similar ao utilizado nas bibliotecas para catalogação de livros.
O sistema define um número de três dígitos seguido de um ponto e outros dois dígitos. A classificação utilizada atualmente é o 802.11, seguido de uma letra para identificar a certificação mais atualizada, incluindo normas de segurança e padrões de qualidade.
Para que haja compatibilidade entre os sistemas mais antigos e as atualizações recentes, os protocolos mais novos, obrigatoriamente, devem suportar as notações anteriores. Assim, mesmo aparelhos antigos são capazes de receber sinais de outros mais novos, ainda que com menor qualidade.
O padrão 802.11a, por sua baixa capacidade e incompatibilidade com novas atualizações de segurança e codificações, aos poucos está saindo do mercado. Já o 802.11b, por ser utilizado em especial para transmissão de dados mais técnicos, não interferindo no uso de velocidade do usuário, prossegue sendo listado como compatível na maioria dos aparelhos.
Em 2003 foi lançada a notação 802.11g. Além de melhorias na segurança e novas codificações, o novo formato permitiu que os aparelhos enviassem e recebessem sinais a velocidades de 54 Mbps, seguindo a evolução das redes de transmissão. Por fim, em 2009, passou a vigorar no mercado a notação 802.11n. Ela foi responsável por ampliar a capacidade de transmissão para até 450 Mbps.
Antes de comprar um modem, um roteador ou mesmo um aparelho celular, é válido conferir em suas especificações técnicas quais são os tipos de Wi-Fi suportados. Em geral, os modelos mais recentes suportam todos eles. Contudo, ainda assim, é importante checar a velocidade máxima de transmissão de dados.







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